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PÓLIPOS DE VESÍCULA

Pólipos de vesícula são lesões da mucosa que crescem em direção ao seu interior.

A maioria dos pólipos é apenas uma alteração estrutural ou depósito de gordura (colesterolose) na mucosa, mas há tipos de pólipos que tem potencial de se tornar um tumor maligno, provocando câncer de vesícula.

Por isso, é importante fazer o acompanhamento ultrassonográfico periódico para controlar as características dos pólipos, como número e tamanho. Se os pólipos estiverem crescendo muito rápido, pode ser necessária a cirurgia para retirar a vesícula e evitar o desenvolvimento de câncer.

Normalmente, os pólipos vesiculares não apresentam sintomas e, por isso, são descobertos acidentalmente durante exames de ultrassonografia abdominal, durante o tratamento de cólicas ou pedras na vesícula, por exemplo. No entanto, em alguns casos podem surgir sintomas como náuseas, vômitos ou dor abdominal no lado direito.

CÁLCULOS DE VESÍCULA

Cálculos de vesícula são pequenas pedras, como uma areia, que se formam e se alojam na vesícula biliar, localizada na parte inferior direita do fígado, onde a bile se concentra.

A bile produzida no fígado consiste na mistura de várias substâncias, entre elas o colesterol, responsável por cerca de 75% dos casos de formação de cálculos, e o bilirrubinato de cálcio.

Alguns cálculos não causam sintomas e podem ser tratados com mudanças na dieta e uso de medicamentos. Contudo, alguns podem ficar presos no duto biliar e bloquear o fluxo da bile para o intestino, provocando dor intensa do lado direito superior do abdome, que se irradia para o tórax ou costelas. A dor pode ou não vir acompanhada de febre, náuseas e vômitos. Nestes casos, o tratamento geralmente é feito com cirurgia para retirada da vesícula. 

 

Obesidade, mulheres com antecedente de gestação, idade acima de 40 anos são fatores de risco, mas todas as pessoas podem desenvolver a patologia.

PERGUNTAS FREQUENTES

Quando se deve retirar a vesícula?

A cirurgia para retirar a vesícula biliar, tecnicamente chamada de colecistectomia, está indicada no caso de vesícula inflamada, pedras na vesícula, quando há pólipos crescendo em número e tamanho ou em casos de câncer. É realizada por laparoscopia, cirurgia minimamente invasiva em que são feitas pequenas incisões no abdome, com recuperação mais rápida, com menos dor e cicatriz menor. 

O que acontece se a pessoa não tratar a pedra na vesícula?

Se há pedras grandes ou pedras bloqueando os canais biliares, podem surgir muitas complicações. 

  • Colecistite: inflamação da vesícula com aumento do risco de infecção. Os sintomas são dores abdominais constantes, mesmo quando a pessoa não se alimenta, febre e vômitos;

  • Coledocolitíase: quando o cálculo sai da vesícula e obstrui o coledoco, provocando icterícia. Os sintomas são pele e olhos com coloração amarelada;

  • Colangite: infecção grave causada por bactérias, podendo ser fatal. Os sintomas são dor abdominal, febre, calafrios e icterícia;

  • Pancreatite aguda: quando a pedra entope um duto do pâncreas. Os sintomas são dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e icterícia.

Como é feita a cirurgia por Videolaparoscopia?

Videoparoscopia é um procedimento cirúrgico menos invasivo, realizado através da introdução de portais (trocárteres), por pequenas incisões no abdome, para a introdução das pinças e da câmera.

A laparoscopia é feita sob anestesia geral, com insuflação da cavidade abdominal, com gás carbônico. A câmera, introduzida por um dos portais, transmite as imagens para os monitores que se localizam na sala cirúrgica. O número de portais varia conforme o órgão a ser operado e da complexidade da cirurgia.

As vantagens desse método são: diminuição da resposta metabólica ao trauma cirúrgico, maior rapidez na recuperação, menos dor, retorno precoce às atividades diárias e cicatriz muito discreta.